segunda-feira, 16 de março de 2015

Astronomy Picture of the Week: NGC 602 na Nebulosa do Lagarto Voador

A minha vontade é de compartilhar todas as imagens do Astronomy Picture of the Day, mas escolho só a minha favorita da semana. Para essa mais uma vez escolhi uma imagem de algo que eu não conhecia. A Nebulosa do Lagarto Voador.

Para ver texto e imagem originais, clique aqui.

Tradução porca feita por mim:
"Próximo da Pequena Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite distante cerca de 200 mil anos luz, descansam as jovens estrelas de 5 milhões de anos do aglomerado de estrelas NGC 602. Envolto pela nuvem de gás e poeira natal, NGC 602 está abaixo do centro deste campo telescópico com tamanho angular da Lua Cheia no céu. O aglomerado em si tem cerca de 200 anos luz de diâmetro. Cristas brilhando no interior e varridas para trás, sugerem fortemente que ondas de radiação e de choque das massivas estrelas jovens NGC602 tenham erodido o material poeirento e disparado uma progressiva formação de estrelas afastando-se do centro do aglomerado. Claro, as asas mais longas de emissas da região sugerem o nome popular para o complexo ambiente, a Nebulosa do Lagarto Voador"

Sempre que eu vejo essas nebulosas com nomes engraçados, vem as coisas mais bizarras na minha cabeça. Para mim um lagarto voador é um dragãozinho no mais puro estilo "Como Treinar seu Dragão".




Mas no fim, ao pesquisar o que vem a ser um lagarto voador, me deparo com essa lagartixa com asa engraçada. Nem asa isso aí parece! Na verdade ele não voa como pássaros, batendo as asas. Ele só plana no ar, como uma folha de papel caindo de uma certa altura, faria mais sentido ser chamado de lagarto planador.


Legal que esse aglomerado não está na nossa galáxia, mas sim em uma de nossas galáxias satélites, a Pequena Nuvem de Magalhães. Assim como o Sol tem planetas girando ao seu redor e planetas tem luas fazendo o mesmo, galáxias também tem satélites, estruturas com massa menor que sofrem influência gravitacional de algo mais massivo, passando a orbitá-lo. 

Em locais com pouca poluição luminosa é possível observar a Pequena e Grande Nuvens de Magalhães, galáxias satélites da Via Láctea, que aparecem realmente como nuvens em um céu estrelado. Imagem abaixo da ESO, tirada no Cerro Paranal, local do Chile onde há um punhado dos grandes telescópios do mundo.





2 comentários:

  1. Que linda essa nebulosa, quando vejo esses nomes engraçados também fico imaginando coisas bem bizarras, isso quando eu não fico olhando muito tempo tentando enxergar algo que tenha a ver com o nome.

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    1. É linda demais, pena que não conseguimos observar daqui com telescópios comuns. Eu na maioria das vezes não consigo ver, então me conformo. Nem as constelações eu consigo desenhar direito hauhauhau.

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